MERCADO

Como livros de não ficção geram renda para jornalistas

Por Letícia Prado

Quando terminou seu livro sobre o Felipe Neto, o jornalista Nelson Lima Neto certamente sabia que tinha um a possibilidade de vender centenas de exemplares.

– Biografia, livros de não ficção e livros de negócios são um grande filão no Brasil. Alguns vendem mais de 100 mil exemplares em um ano. Esse livro do Felipe Neto logo entrará na lista de bestsellers – afirma Roberto Pessoa livreiro com mais de 20 anos de atividade.

Diante dessa possibilidade, as editoras têm caçado todo tipo de projeto de biografia e não ficção. Mesmo as pequenas, querem investir de forma significativa:  

– Estamos oferecendo bons projetos de marketing e distribuição – Confidência Lucas Sampaio o editor da MasterMind – São livros que dão muito retorno se o autor se empenhar.

Mas quanto jornalistas ganham escrevendo livros de não ficção?

Laurentino Gomes, autor do livro “1808”, é um dos exemplos que podem ilustrar esse texto. Com mais de 1,2 milhão de exemplares vendidos, seus best-sellers hoje somam um faturamento acima de 4 milhões de reais para o escritor.

Outro exemplo é o escritor Leandro Narloch. Com a série de livros “Guia Politicamente Incorreto” chegou aos 7 dígitos. Mesmo diante de diversas polêmicas, em 2019 o “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” alcançou a marca de 1 milhão de livros vendidos e ganhou até mesmo uma edição comemorativa da editora Globo. A estimativa é que, apenas com esse título, Leandro tenha faturado por volta de 4,5 milhões de reais.

Entrando no nicho de negócios, Cristiane Corrêa traz em seus livros a trajetória de sucesso de grandes empresários brasileiros, detalhando as vantagens e desvantagens de se investir em empreendedorismo no país. Com mais de 550 mil exemplares vendidos, as obras “Sonho Grande”, “Abílio: Determinado, Ambicioso, Polêmico” e “Vicente Falconi: O que  importa é resultado” renderam à autora cerca de 1,5 milhão de reais.

Nunca é possível prever um sucesso estrondoso como o dos grandes best-sellers nacionais e internacionais. Mas alguns indícios podem ser bem claros. A escolha de um bom tema ou personagem, uma pesquisa aprofundada sobre o que vai escrever e  o investimento da editora em marketing e distribuição

redação

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